Arquivos para a Categoria ‘Novidades’
Publicado por Rafael Falcón em Segunda-feira, 12 dUTC Outubro dUTC 2009
Sei que parece incrível, mas é verdade. Ando pensando muitas coisas, mas agora estou com esse estranho hábito de pensar direito antes de sair falando. Tenho ideias, mas todas são como faíscas saindo da pedra de acender fogo. A fogueira mesmo ainda vai demorar para sair. De qualquer modo, às vezes sai um fogo-de-palha que eu posto no blog.
Sei que você se acha muito esperto, mas eu também percebi que faz meses que não posto nada sem o nome de Deus. Ôps, fiz de novo. Andei preocupado com a minha relação com Ele, mas agora estamos nos resolvendo, aos poucos e com muitas concessões da parte dEle, esse Amor de Pessoa. Não mereço nem metade das concessões, mas o amor não é assim? É sim.
Alguns dos possíveis temas dos meus próximos posts (porque são assuntos sobre os quais ando tendo insights) são: educação, linguagem, casamento/filhos (isso mesmo, com aquela nanica), misticismo, desenvolvimento da personalidade/hipnose. Tem mais coisas, mas isso é o que lembro agora. Vai saber o que vou tirar disso tudo. Tchau.
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Publicado por Rafael Falcón em Segunda-feira, 7 dUTC Setembro dUTC 2009
O trabalho é a transformação de uma matéria natural em algo propriamente humano. Em última instância, todo trabalho envolve a industrialização de algo; se não do produto, ao menos do homem que trabalha. Trabalhar não é propriamente receber um salário ou ter carteira assinada; é fazer algo de que outras pessoas precisam, de modo contínuo e cada vez mais perfeito. Trabalhar é, finalmente, aperfeiçoar-se na caridade.
O homem que não trabalha é algo menos que um homem. Uma vez você me disse: “o trabalho brutaliza o homem”; mas o homem que não trabalha está tão embrutecido que, se o trabalho o brutalizasse, não conseguiria mudar muita coisa. O bruto é o que não foi transformado, o que está como veio ao mundo; o único modo de passar do embrutecimento à humanidade é pela transformação do trabalho. Portanto o trabalho não brutaliza e, muito mais, é apenas ele que pode humanizar. Porque o trabalho é o exercício constante e evolucionário do amor; e é só pelo amor que o homem se torna homem.
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Publicado por Rafael Falcón em Quarta-feira, 8 dUTC Julho dUTC 2009
É um dia especial, porque é o aniversário do meu pai. Essa coisa de escrever mensagens para o pai é meio brega, mas este dia merece algumas notas que ressaltem sua importância.
Meu pai é um dos sujeitos mais ambíguos que já conheci na vida. Tem uma vontade imensa de se apegar a alguma coisa, mas se começa a apegar-se, vem um medo sobrenatural que lhe faz jogar tudo para o alto. Sua inclinação religiosa é inquestionável, mas o espírito de sociólogo não o deixa sair da esfera dos valores sociais para a dos valores metafísicos. Minha avó paterna – Deus a tenha -, a pessoa mais bonita que já conheci, parece estar sempre com meu pai, dizendo-lhe ao pé do ouvido que deixe de ser besta, que faça as coisas direito, que pare de agir como criança. A gente vê a minha avó no fundo dos olhos dele, o tempo inteiro.
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Publicado por Rafael Falcón em Domingo, 1 dUTC Março dUTC 2009
Quem pensou que eu tinha abandonado o blog, concha tu madre!, pensou errado. Estava demasiado ocupado para escrever aqui. Ainda estou ocupado, mas tive um alívio, momentâneo embora, e achei bom dar um intervalo fazendo mais um post engraçadinho para entreter os meus miguxos.
Escrevi o título do post pensando na menina do comercial de água com limão, que fica sacudindo os braços. Acho que o nome é Mariazinha siue Natura. Estou inaugurando essa forma de usar a expressão siue Natura, que é muito conhecida de Spinoza, pela frase Deus siue Natura. Spinoza usava com sentido terminológico: “Deus ou Natureza”, em suma, tanto faz dizer Deus ou Natureza, porque é a mesma coisa. Baseado em Spinoza, quando eu digo something siue Natura, quero dizer, isto ou seja lá o que for, que se dane. Quer dizer, você pode ser bonito, feio siue Natura, não ligo pra você. Tanto faz se for bonito ou o diabo.
Sobre a Mariazinha, ela é o protótipo da mulher New Age. Sai balançando aqueles braços pra todo lado, como um alienígena bêbado, mas a pessoa nota o vazio existencial da moça. Ela mergulhou naquela água com limão num êxtase sofístico, gritando “não existe refrigerante senão a própria água”, e depois de beber tanta água com limão, ela não consegue deixar de perguntar-se se não teria sido melhor acreditar no guaraná. A gente nunca se esquece da interrogação fundamental: e depois, quando tudo acabar… será que existe a dor de barriga?
Não me façam essas perguntas, não sei nada sobre o assunto. Sou tão humano quanto vocês, embora seja mais que a Mariazinha; bem mais. Mas ando desconfiando que a dor de barriga pode ser evitada. No mais, não tenham dúvidas: refrigerante é guaraná Antártica.
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Publicado por Rafael Falcón em Domingo, 26 dUTC Outubro dUTC 2008
O criativismo é a escola de pensamento segundo a qual há coisas que o homem sabe, há coisas que saberá e, fora desses limites, há tão-somente coisas que ele inventará. Existe algo fora do conhecimento do homem, mas nada fora da sua imaginação.
Muitas disciplinas são criativistas avant la lettre, tradicionalmente: a filosofia, a literatura, a linguagem de programação, a lógica. Se é assim é porque a sabedoria intuitiva é grande no homem. Cedo as ciências percebem que tirar conclusões a partir de dados seria impossível sem o exercício da imaginação.
Entretanto, alguns autores já começaram a radicalizar o uso da imaginação em suas disciplinas, e é por necessidade histórica (aham) que surge o criativismo como doutrina, método e cultura.
Os precursores do criativismo são poucos, mas valiosos. Como referência notável indico Alexandre Soares Silva, que vem inventando partidas de xadrez históricas, cartas de filósofos e poemas de autores consagrados. Como guru e ideal, indico Olavo de Carvalho, cuja compreensão do papel da criatividade nas ciências levou-o ao estado de beatitude criativista: a real-criatividade. O Prof. Olavo simplesmente conseguiu o poder de imaginar a realidade. Reflita.
O criativismo é a doutrina pela qual todo mundo que não acredita em verdade tem de ser avaliado. Quem não crê em verdade, mas produz qualquer coisa, é criativista. Contudo, nem todo criativista duvida da verdade; muitos crêem nela, e até a procuram em suas áreas de formação. Esses são os gurus criativistas, mestres da doutrina, únicos capazes de passar pela iniciação que os leva ao estado de real-criatividade.
Para a Wikipédia, deixo uma última informação: o criativismo foi pela primeira vez anunciado como corpo coerente de princípios no dia 27 de outubro de 2008, no blog de um estudante da USP chamado Rafael Falcón. Quem quiser ver o final da história, que pague; então verá.
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Publicado por Rafael Falcón em Quarta-feira, 1 dUTC Outubro dUTC 2008
Alguns resultados da tradução que ando fazendo do Four Quartets. O que segue é um trecho da parte I de Burnt Norton. Go reader go:
Passos ecoam na memória,
Descem a passagem que não seguimos
Para a porta que nunca abrimos
Até o jardim de rosas. Ecoa assim
Meu verso, em ti.
Mas por que razão
Incomodar o pó numa cesta de pétalas de rosa
Eu não sei.
Outros ecos
Habitam o jardim. Seguiremos?
Já, disse o pássaro, achem-nas, achem,
Virando a esquina. Pelo portão inicial,
Até o mundo inicial, seguiremos
A armadilha do tordo? Até o mundo inicial,
Lá elas estavam, austeras, invisíveis,
Movendo-se por si, sobre as folhas mortas,
No calor de Outono, pelo ar vibrante,
E o pássaro chamou, já respondendo
A inaudita música oculta na alameda,
E o inédito olhar cruzou-se, pois as rosas
Aparentavam flores sendo olhadas.
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Publicado por Rafael Falcón em Quinta-feira, 25 dUTC Setembro dUTC 2008
E outras coisinhas mais.
Vinícius é outro aluneco da u-esse-pê, também da Letras, mas feitor de portuguesas e brasileiras literaturas. Gosta de Guimarães Rosa, Walt Whitman, Samuel Beckett e do seu amigo Emmanuel, cujo link eu ia colocar no nome, mas fiquei com preguiça de ir olhar.
Vinícius lê, como referência teórico-crítica, os próprios escritores de quem gosta, além de loucos varridos como Harold Bloom.
Vinícius gosta de literatura, gosta de crítica e sente verdadeiro prazer em escrever longas análises de contos, livros e poemas. Portanto, ele já faz isso no seu blog, mesmo sem ninguém pagar.
Vinícius é, enfim, meu crítico literário de cabeceira: fica aqui, na cabeceira dos Favoritos.
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Publicado por Rafael Falcón em Domingo, 21 dUTC Setembro dUTC 2008
Ah tá, cegueira branca, Saramago interessante, interessante, hein nossa que chato não vai acontecer nada boring boring aff que clichê não me diga que ela vai transar puta que pariu só agora que ela vai matar ai ai ai só falta tocarem fogo no eita tocaram aposto que não vai ter guarda lá fora puta merda que clichê para virar o pior filme que já vi só falta a visão deles voltar no final voltou ah tchau.
Vou ler o Ensaio sobre a Cegueira só para saber se é tão ruim quanto o filme. É claro que eu não acho que tenha de ser. Sei bem que muitas vezes a narrativa é só a desculpa para o livro. Se for o caso, poderei afirmar: Blindness é simplesmente a sinopse do livro de Saramago. Uma sinopse longa e insuportavelmente burra.
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Publicado por Rafael Falcón em Sexta-feira, 12 dUTC Setembro dUTC 2008
Guilherme Hobbs é o mais novo confrade a ingressar na minha lista de links. Com dois posts em seu blog, ele é o recordista da turma, mas tenho certeza de que logo vai ganhar da Drayfine – principalmente se ela continuar jogando damas em vez de postar.
A respeito desse iminente (e não eminente, not yet) blogueiro, digo apenas que gosta de Hegel e Goethe, além de ler Olavo de Carvalho periodicamente (isso quer dizer todo dia). Se quiser saber mais, clica no link e não enche o saco.
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Publicado por Rafael Falcón em Quarta-feira, 10 dUTC Setembro dUTC 2008
O individualismo é um grande problema da atualidade. As “pessoas” já não se falam mais, permanecem enclausuradas em seus apartamentos sem se importar com o próximo. Isso é “normalidade” hoje em dia.
Por isso devemos lutar contra o individualismo e contra a “normalidade”, para sermos livres-pensadores, people. O amor é muito importante, não podemos perdê-lo para o sistema frio que comercializa sentimentos. Enfaixemo-nos todos e saiamos por aí combatendo o Mal. Sejamos diferentes, não aceitemos a “normalidade”…
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