Rafael Falcón em Perspectiva

Porque em perspectiva tudo fica mais bonito

Arquivo de Maio, 2009

Em busca da melodia perdida

Publicado por Rafael Falcón em Quinta-feira, 28 dUTC Maio dUTC 2009

A fixação do intelectual brasileiro mediano pela sonoridade tornou-se um problema para mim, tanto quanto nunca a tive senão por acessos esporádicos.

Enquanto você tenta entender a frase acima, vou-me explicando. Se você pede a uma pessoa normal que faça um verso e se, por fim, consegue convencê-la a tanto – o que há de ser tarefa heróica – obterá algo prosaico, como que a expressão direta de algum conceito social. As pessoas comuns tendem a escrever poemas como textos em prosa com pausas no meio. As menos criativas fazem as pausas coincidirem com os pontos finais, como se cada verso fosse um gnoma, uma frase completa em si mesma. Bendito o senso de proporção das pessoas comuns.

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Poemas de Propércio (25, 26 e 27 do livro II)

Publicado por Rafael Falcón em Quinta-feira, 28 dUTC Maio dUTC 2009

Tradução livre, no meters, no poetics. Já que tenho de fazer isso para estudar pra prova, pelo menos algum leitor se beneficia. Clique no botão “leia o resto deste artigo” para ver os poemas traduzidos, verso a verso.

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Falar latim

Publicado por Rafael Falcón em Domingo, 3 dUTC Maio dUTC 2009

Conto uma anedota: na comunidade Latim, do Orkut, há pessoas que desejam falar e escrever em latim. Pode parecer absurdo e, na maioria dos casos, certamente não passa de pedantismo, mas não deixa de ser pitoresco; o bastante, suponho, para que eu pense no assunto por ele mesmo, independentemente das intenções desta ou daquela pessoa que adere à ideia.

Lembro ter lido algures que Descartes ou alguém dessa laia achava que aprender latim melhorava o pensamento, não sei se em vista de certa organização natural da língua, que faltaria ao francês. Lembro claramente ter ouvido que Montaigne era obrigado pelo pai a conviver com um tutor alemão, com quem só podia falar em latim. Aparentemente, o pai de Montaigne partilhava da ideia de Descartes. Foi o Guilherme, aliás, aí do lado, quem me disse que Petrarca pensava em latim e escrevia em italiano – ainda não sei italiano o bastante para confirmar. Ideiazinha pitoresca e absurda, como seja, mas aos modernos lhes agradava. Não confio o bastante em nossa ciência de meia-pataca para desprezar-lhes a opinião. Não conheço um linguista da USP que possua metade do conhecimento linguístico de Petrarca. Leia o resto deste artigo »

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